* Às vezes nem sei quem sou, outras vezes "nem me acho, me tenho certeza".
* Risos? Ai ai ai... até demais! Crises intermináveis...
Lágrimas? Com certeza, demais. Sem tanta certeza... espero que não sejam intermináveis!
* Adoro comer "porcaria", especialmente acompanhada de "veneno" (comida não saudável - Coca-cola)
* Tenho dois filhos adoráveis, que obviamente não são perfeitos, mas são MEUS... e, por isso, perfeitos pra mim!
* Atualmente... desempregada, só estudante (Comunicação Social - Rádio e TV - UESC - finalmente 5º Semestre!). Mas garanto que uma estudante que vale à  pena!
* Ex-loira quase natural, hoje Branca-de-Neve, tabuleiro de xadrez, Negresco... qualquer figura que reflita o "preto no branco". Até quando? Nem eu sei!
* Completamente dependente de um computador... Nem sei mais escrever no papel!


* De Ilhéus, Bahia
* Aos 40
* Porque gosto
* Pra desabafar
* Sem ligar pra quem vai ler (tá certo, eu ligo, mas só um pouquinho)
* Pra manter os neurônios ocupados (inteligência artificial - cabelo preto - não adianta muita coisa...)
* ...Mas o que amo mesmo é fotografar!



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Line (que só fez isso porque ama muito a mãezinha dela, e não aguentava mais as lamúrias por um template novo)

Quero falar de coisas boas...

...mas me pergunto: por que a gente se sente mais "inspirada" pra escrever quando algo está doendo, lá dentro? É como se fosse uma maneira de exorcizar a tristeza, ou de repartir a dor.O problema é que nem sempre (ou nunca, embora algumas pessoas digam que fazem isso) se consegue arrumar o coração em "pastas", com arquivos organizados, como fazemos no computador. Por assunto, por data, por formato... e depois de arrumados, fazer "back ups" (cópias de segurança) daqueles que não podem ser perdidos de jeito nenhum, e deletar os que já não são úteis, estão defasados e não interessam mais.


O coração parece ter um bloqueio contra o comando "delete". Nem vou perguntar por que. Sei que não vou ter a resposta, mesmo... E como esse órgão maravilhoso consegue tecer uma rede entre todos os arquivos, misturando a vida da mãe com a da amiga, com a da mulher, da profissional, da patroa, da empregada, da vizinha!... afinal de contas, pra ele, "todas" são "uma" e indissociáveis.


E há ainda uma outra "lei" para o raciocínio do coração: A alegria demora mais de chegar, e vai embora mais rápido. É que ela é muito mais forte que a tristeza, muito mais intensa. Brilha mais, vale mais... e "gasta-se" mais rápido. Vem num estalo... mas não tem força pra fincar o pé no coração. Quando a gente está feliz, o tempo passa voando, ninguém acha que um fim-de-semana na praia dura realmente as 48 horas. Ao passo em que uma noite no hospital parece uma eternidade.


A tristeza e sua irmã, a melancolia, são mais discretas, chegam de mansinho e vão se instalando. Puxam uma cadeira daquelas "espreguiçadeiras", e lá ficam... Já repararam como é difícil levantar de uma "preguiçosa"? E quanto maior (e mais confortável) for a cadeira, mais difícil é sair dela. Na casa dos meus pais tinha uma, beeeem grande, e às vezes eu caía na besteira de sentar nela com um dos meus filhos no colo, pra colocar pra dormir. Aí é que era dureza: levantar carregando alguém. Essa é a figura da tristeza: ela senta na "preguiçosa" com você no colo, como um bebê que dormiu. Difícil levantar!

Hoje caí sentada numa cadeira dessas, no colo da tristeza. Preciso que alguém me acorde, quem se habilita?

02/12/2005

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